domingo, 2 de dezembro de 2018

ECONOMIA & NEGÓCIOS


Arbitragem cresce
A arbitragem é um método privado e consensual de solução de disputas que mais cresce no Brasil. Por meio da arbitragem é possível as partes solucionar definitivamente suas eventuais pendências sem recorrer ao Poder Judiciário. A adoção da arbitragem se dá por acordo entre as partes, que pode tomar a forma de uma cláusula inserida no contrato ou por meio de um compromisso em separado, após o surgimento da controvérsia. Após a edição da Lei 9307/96, a arbitragem é um dos ramos do Direito que mais cresce no Brasil movimentando bilhões de reais por ano.

Evolução das aplicações financeiras
Em 30 de novembro, tivemos as seguintes evoluções nas aplicações financeiras: CDI (+0,49% acumulado/ano +5,90%), Poupança (+0,37% acumulado +4,24%), Bolsa de Valores (+2,38% acumulado +17,15%), Dólar (+3,64% acumulado +16,44%), Euro (+3,54% acumulado +10,17%), Ouro (+3,43% acumulado +11,60%), IGP-M (-0,49% acumulado +8,71%).

Variação do IGP-M
Com a queda de 0,49% do IGP-M no mês de novembro, os alugueis com vencimento no mês de dezembro poderão ser corrigidos em 9,68%, que é a variação dos últimos 12 meses do Índice Geral de Preços – Mercado. É o que se aplica na grande maioria dos contratos de locação.

Teka
A empresa têxtil Teka, com sede em Blumenau, teve vendas líquidas de R$ 103,3 milhões no período janeiro a setembro deste ano, contra R$ 94,1 milhões em igual período do ano passado. A têxtil teve prejuízo líquido no período de nove meses de R$ 134,2 milhões. Em 2017, em igual período, o prejuízo foi de R$ 137,7 milhões. O Patrimônio Líquido (Capital Social e Reservas) está negativo em 30 de setembro no montante de R$ 1,62 bilhão. Ou seja, a empresa está com seu passivo a descoberto neste valor.

Havan
A Havan acaba de inaugurar sua 118ª megaloja na cidade de Lages (SC), com festa popular na região serrana. Mantém em 15 Estados e Distrito Federal mais de 15 mil empregados, além de outras dezenas de milhares de postos de trabalho indiretos. No auge da crise, criou mais de 3 mil empregos e o Ministério Público do Trabalho ajuizou ação de indenização “por danos morais por influenciar o voto dos funcionários”. A ação é considerada de caráter ideológico, absurda e ridícula.

Nova loja de pescados
A Sal & Mar acaba de inaugurar loja especializada em peixes e frutos do mar, em Brusque. A loja possui empório anexo, com diversas opções de condimentos e especiarias, congelados e bebidas em geral. Está localizada da Rua Germano Schaefer, no Centro Comercial Dellagnollo.

Compras fora do país
Os bancos deverão aplicar a taxa de câmbio do dia da compra nas operações feitas com o cartão de crédito. Atualmente, as empresas consideram o valor da moeda estrangeira na data do fechamento da fatura. Na prática, o consumidor terá mais controle do quanto está gastando.

Nova casa de câmbio
Brusque passou a contar com uma nova casa de câmbio, que traz consigo modernidade, facilidade e atendimento diferenciado. A SC Câmbio chega à cidade com um novo conceito de mercado, agregando tecnologia na compra das mais variadas moedas disponibilizadas pela empresa. Correspondente do banco B82, a SC Câmbio traz também outros procedimentos que vêm para simplificar o processo de compra de moeda estrangeira, como o cartão pré-pago multi-moedas. O cartão fica pronto na hora. Localizada no River Mall, o shopping de produtos e serviços em Brusque, a SC Câmbio apresenta tudo que há de mais moderno e seguro no segmento. Contatos poderão ser feitos pelo telefone 3308-5810.

Turismo internacional
O secretário nacional da Qualificação e Promoção do Turismo trouxe uma informação importante na noite de premiação de vários “cases” catarinenses do setor, promovido pelo Beto Carrero World, em São Paulo. Dos cinco destinos no Brasil preferidos pelos estrangeiros, quatro estão em Santa Catarina: Balneário Camboriú, Itapema, Bombinhas e Florianópolis estão na lista da pesquisa realizada pelo Mtur e Embratur.

Golpe do barril
A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) está alertando o meio sobre um novo tipo de golpe na praça. Tem gente mal intencionada fazendo contato com as cervejarias e propondo a venda de barris usados por preços baixos. Informam uma conta bancária para o depósito e, quando o pagamento é feito, somem sem deixar rastros. Além do risco de sair no prejuízo, a Abracerva acredita que muitos desses barris são frutos de desvio de cervejarias, furto e até mesmo descarte de equipamentos comprometidos e impróprios para uso.

Corte de despesas na UFSC
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vai cortar café e papel higiênico em 2019. Foi o que afirmou o reitor, convidado do programa Estúdio CBN Diário. O reitor demonstrou preocupação com a queda de recursos liberados para investimentos pelo governo federal. A redução vem ocorrendo desde 2016, quando a UFSC recebeu R$ 25 milhões para investimentos. Em 2017, caiu para R$ 18 milhões, em 2018, para R$ 9 milhões e são R$ 4,5 milhões previstos para o ano que vem. Precisamos cortar. Vamos cortar em muitas áreas: café e papel higiênico, por exemplo. Em muitas universidades já há quem leve de casa. A UFSC tem um orçamento de R$ 1,5 bilhão. A maior parte da verba é destinada com pessoal.

Caixa desliga
A Caixa Econômica Federal pretende reduzir em até 1.600 o número atual de funcionários, em todo o país, via programa de desligamento, que teve adesão prevista até o final do mês passado. O objetivo é fazer ajuste de estrutura do banco diante do cenário competitivo econômico atual, buscando mais eficiência. Caso o banco atinja o número máximo de desligamentos, a expectativa é economizar mais de R$ 320 milhões ao ano.

Mercado de automóveis
A análise da evolução do comércio exterior de veículos e autopeças em Santa Catarina mostra a tendência de aumento das importações desses itens no período compreendido entre 2010 e 2018. De janeiro a outubro deste ano, os carros ocuparam a segunda posição como principal produto importado por SC, com uma participação de 3,9% na pauta importadora do Estado. Houve crescimento de 330% em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro semestre de 2018, o Brasil foi o nono maior mercado nas vendas de veículos, com mais de 1 milhão de unidades vendidas e um crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado.

Exportações
Em âmbito nacional, os Estados de São Paulo (52%), Paraná (12%) e Rio Grande do Sul (9%) lideram as exportações de veículos e autopeças, neste ano. Juntos, representam mais de 70% das exportações do setor. Santa Catarina teve participação de 4%, concentrando suas vendas essencialmente em partes de motor e acessórios de veículos. As exportações de veículos e autopeças de SC se direcionam, predominantemente, para a Alemanha e os Estados Unidos.

Cabotagem
Segundo a direção da Arcelor Mittal Vega, a proximidade com o Porto de São Francisco foi fundamental para incentivar o uso desta forma de transporte: 95% da logística inbound da empresa são por cabotagem, no entanto, o escoamento da produção ainda é feito, principalmente, pelo modal rodoviário (89%). Segundo o executivo da empresa, em outubro, operamos uma carga para uma montadora no Nordeste via cabotagem de break bulk (mercadorias que devem ser carregadas individualmente). O embarcador quer segurança para as pessoas e para os produtos. Quando fizemos as contas, após a tabela de fretes da ANTT, decidimos fazer essa operação-piloto e tivemos uma redução de 20% do custo logístico. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) mostram que o Estado cresceu 5,7 pontos percentuais no transporte por cabotagem em 2017 (11,5%) se comparado com a participação em 2010 (5,8%). A Arcelor Mittal tem 15 mil empregados em 29 unidades de negócios e produz 1,6 milhão de bobinas laminadas e revestidas por ano.

Lucro maior
A Dohler, empresa com sede em Joinville, apurou lucro de R$ 26,19 milhões no terceiro trimestre deste ano. O valor é 2,6 vezes maior do que os R$ 10 milhões obtidos em igual período de 2017. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o lucro somou R$ 43,1 milhões. A receita bruta, entre julho e setembro de 2018 totalizou R$ 130,7 milhões, ligeiramente superior aos R$ 123,6 milhões verificados no terceiro trimestre do ano passado.

Congelamento de salários
O Banco Mundial fez uma apresentação ao governador eleito de Santa Catarina, sugerindo a renegociação de três financiamentos que o Estado tem com outras instituições financeiras. O novo contrato traria uma economia de R$ 400 milhões em pagamento de juros. A contrapartida seria o governo assumir compromissos com medidas amargas de contenção de despesas. As contas estão no vermelho. Espera-se fechar o ano com um déficit entre R$ 1 bilhão e R$ 1,7 bilhão. Para 2019, o déficit estimado é de R$ 3 bilhões. Hoje, o Estado tem dois contratos de financiamento com o Banco do Brasil e um com o Bank of América. As medidas de ajuste restringem progressão de carreira, congelam contratações não estratégicas até 2021, exceto educação, segurança pública e saúde; congela salários por três anos; aumentos salários restritos apenas à reposição da inflação até 2030 e aumento da alíquota dos aposentados de 14% para 20%.

Turismo de cruzeiros
A chegada de um navio de turistas com cerca de 4 mil passageiros e tripulantes em Santa Catarina em Balneário Camboriú marcou o início da temporada de cruzeiros no Estado. É a primeira de 38 recepções programadas para os próximos meses com a estimativa de receber cerca de 80 mil pessoas desta forma, que ainda é nova para o setor em SC. O turista que chega com transatlânticos costuma gastar o dobro daqueles que chegam por terra. Os cruzeiros fazem parte da história recente do Estado, que ainda tenta se consolidar como destino das grandes operadoras do setor. A pouca infraestrutura disponível em Santa Catarina ainda é impecilho para o crescimento dessa modalidade.

Investimento
A italiana Azimut vai aumentar o volume de produção no Brasil e anunciou investimento de R$ 50 milhões no estaleiro de Itajaí nos próximos três anos. De olho no reaquecimento do mercado nacional, a empresa, que vinha apostando nas exportações, deve lançar cinco novos modelos ao mercado até 2021. Hoje saem de Itajaí sete modelos, de 40 a 100 pés. A maior embarcação já entregue, que custa R$ 45 milhões, já tem uma nova encomenda em andamento. No momento, o modelo com maior saída é o recém lançado iate de 62 pés, que já tem um ano de encomendas em produção. Para dar conta dos novos modelos, neste ano a empresa aumentou em 30% o número de funcionários. No último ano, metade da produção de Itajaí foi enviada ao exterior, 90% para os Estados Unidos.

Investimentos bilionários em SC
A eleição do presidente Bolsonaro já produz mudanças na economia catarinense, vista na perspectiva de novos investimentos que os empresários da indústria, do comércio e da agricultura estão anunciando para os próximos anos. A reunião mensal da diretoria e conselho da Fiesc foi marcada por excelentes notícias, todas elas sobre os números positivos da economia, a segurança que se criou no setor produtivo com o novo governo e as perspectivas da ampliação e modernização das empresas. O que vai gerar mais empresas e melhorar a arrecadação do Estado, União e municípios.

Leilão da Sulfabril
Uma empresa têxtil de Blumenau arrematou um terreno de 3,3 mil m2 que pertencia à antiga Sulfabril em leilão realizado recentemente. A área onde funcionava a estação de tratamento de efluentes fica na Rua Itajaí, próxima ao complexo fabril. O mesmo investidor está interessado em outros lotes da massa falida, que irão a um segundo leilão. O imóvel estava avaliado em R$ 2,08 milhões e foi alvo de uma disputa parelha, envolvendo pelo menos três interessados. Foram 26 lances até o martelo ser batido pelo valor de R$ 2,42 milhões. Um incremento de cerca de 16% sobre a oferta mínima de R$ 2,09 milhões.

Hotéis em SC
Uma pesquisa feita pelo Ministério do Turismo revelou que 15,7% dos hoteleiros de Santa Catarina farão investimentos em seus estabelecimentos nos próximos seis meses. É o maior índice entre os Estados onde foi feito o levantamento. Além de SC, houve entrevistas em São Paulo (12,9%), Rio de Janeiro (9,2%), Ceará (10,7%) e Bahia (13,5%). Os números de SC são ainda melhores se somados os estabelecimentos que responderam que há possibilidade de investir: 62,8%. A pesquisa, que incluiu 719 estabelecimentos, mostra que o otimismo cresceu no setor no último trimestre.

Oxford cresce
A Oxford, de São Bento do Sul, que completou 65 anos de atividades, deve crescer 14% este ano sobre o desempenho do ano passado. A receita bruta deste ano chegará a R$ 350 milhões. Para 2019, a previsão é elevar a receita em 17%. O número de 2018 só não é maior porque houve um hiato de expansão entre maio e agosto, período da greve do caminhoneiros e da Copa do Mundo, quando o mercado travou. O mercado interno representa 84% dos negócios e aumentou 10% sobre 2017. As exportações participam com 12% da receita e 4% vêm da venda de matérias-primas para a construção civil. A grande concentração de negócios no Brasil deriva da incapacidade de competir globalmente com os chineses, que dominam 95% do mercado nos Estados Unidos. A Oxford é líder de seu setor na América Latina.

Inauguração marcada
O Grupo Iguatemi confirmou para 12 de dezembro a inauguração do I Fashion, novo outlet às margens da BR-101, em Tijucas, um pouco depois do empreendimento de Porto Belo, para quem vai do Vale no sentido a Florianópolis. Com investimentos de R$ 150 milhões, terá cerca de 80 lojas de marcas nacionais e internacionais, além de 900 vagas de estacionamento, roda-gigante e uma piscina com ondas para prática do surfe.

Idosos invadem universidades
Universidades não é mais um lugar só para jovens. Em 2017, 73 mil alunos com 50 anos ou mais entraram na faculdade (73% a mais do que em 2010). Do total, 62% estão no ensino à distância. Para especialista, o preço é um dos atrativos.

Vanessa Diegoli Caldeira – (66) 3532-7824 (Sinop (MT)

Trabalhadores mais velhos

Os cálculos mostram que segurados mais velhos, já próximos dos 55 anos de idade, no caso das mulheres, e dos 60 anos, para os homens, precisam comprovar menos anos de contribuição para conseguir a aposentadoria sem desconto do fator previdenciário. Por exemplo, um homem de 59 anos de idade e 35 anos de contribuição precisa provar apenas mais um ano de recolhimentos para alcançar a pontuação 95, obtendo assim o benefício integral por meio do cálculo 85/95. Nesse exemplo, caso o segurado tenha sempre recolhido pelo teto, a renda da aposentadoria sobe de R$ 4.310 para R$ 5.380.

Aposentadoria por ano trabalhado
Os trabalhadores que conseguem incluir até cinco anos extras de contribuição no cálculo de sua aposentadoria podem ganhar até R$ 2.281 a mais, no caso das mulheres e até R$ 1.685 para os homens. Os cálculos consideram trabalhadores que têm entre 50 e 60 anos. Nesse tipo de aposentadoria, o tempo mínimo de contribuição ao INSS exigido é de 30 anos para as seguradas e de 35 anos, para os segurados. Só é possível ampliar o tempo total de pagamentos nos casos em que o segurado identificar os períodos de trabalho desconsiderados no sistema da Previdência. É preciso buscar documentos da época e testemunhas. Há casos em que é necessário brigar na Justiça para ter o tempo extra.

Novo fator previdenciário
O governo federal acaba de divulgar a nova tabela do fator previdenciário, que reduz o valor das aposentadorias. O trabalhador que pedir o seu benefício ao INSS a partir deste mês, quando começa a valer o novo índice, precisará trabalhar 60 dias a mais para ganhar o mesmo benefício ao qual teria direito com o fator antigo. O redutor ficou ainda mais desvantajoso porque, segundo o IBGE, houve aumento da expectativa de sobrevida da população. Em média, a nova tabela do fator reduzirá em 0,77% o valor dos benefícios.

Com hora marcada
A partir deste mês, o INSS exigirá que o trabalhador agende atendimento se precisar levar documentos complementares para se aposentar. Isso ocorre, por exemplo, quando o órgão pede a cópia do livro de registro da empresa para comprovar um período ou um formulário de tempo especial. O INSS continuará notificando o segurado, com o prazo de 30 dias para ele ir à agência em que pediu o benefício. Porém, nesse período será necessário agendar, pela internet ou por telefone, o chamado “cumprimento de exigência”. O órgão promete que os agendamentos serão feitos em até dez dias.

Atrasados do INSS
O Conselho da Justiça Federal liberou R$ 1,03 bilhão para o pagamento de atrasados a 82,4 mil segurados do INSS em todo o país que ganharam ações contra a Previdência. Receberá neste lote quem tem direito a um valor de R$ 57.240 (60 salários mínimos) e teve o seu pagamento autorizado pelo juiz no mês passado. Para verificar se vai receber a bolada, o segurado deve consultar o site do TRF (Tribunal Regional Federal) da sua área.

Hora de se preparar
Quem está prestes a se aposentar deve fazer as contas para saber como quer viver a velhice. É importante fazer uma preparação desde cedo, porém, é possível começar a poupar a qualquer tempo. Segundo o SPC Brasil, apenas dois em cada dez brasileiros têm o hábito de guardar grana para a aposentadoria. Para começar a guardar dinheiro, o trabalhador deve pensar sua carteira como um todo. A partir disso, é preciso separar valores e, depois, escolher um investimento (poupança, tesouro direito, CDB ou Previdência Privada). Avalie as taxas de juros, os prazos de resgate e o rendimento para ver qual é o investimento mais adequado para você.

Faça as contas
Atualmente, é possível se aposentar pelo INSS por idade ou por tempo de contribuição. No benefício por idade, mulheres devem ter 60 anos e homens 65 anos, são exigidos 15 anos de contribuição. Na aposentadoria por tempo de contribuição são necessários 30 anos de pagamentos (mulheres) ou 35 anos (homens). Calcule então com quantos anos você começou a trabalhar para chegar na idade em que pode se aposentar. Ao parar de trabalhar, há a perda de benefícios trabalhistas, como o plano de saúde, por exemplo. Leve em conta os gastos com saúde e se ainda terá filhos em idade escolar.

Direito ao FGTS
O Senado Federal deve apreciar um projeto de lei que permite o saque do FGTS também pelo trabalhador que pede demissão. Atualmente, a grana é liberada quando o funcionário é mandado embora sem justa causa e em situações específicas, como diagnóstico de doença grave ou a compra da casa própria. A senadora autora do projeto critica a retenção do dinheiro e a correção baixa. A grana do FGTS tem correção pela TR mais 3% ao ano.

Evitar corrida por benefício
Os trabalhadores não precisam antecipar suas aposentadorias com medo de uma eventual reforma da Previdência em 2019, alertam especialistas. Mesmo que a equipe econômica do presidente eleito aprove mudanças nas regras de concessão, o direito adquirido de quem já puder se aposentar não será retirado. Desde que o atual governo enviou a sua proposta de reforma ao Congresso, no segundo semestre de 2016, a busca por aposentadorias por tempo de contribuição subiu 40%, passando de 554 mil para 775 mil na comparação entre os primeiros semestres de 2016 e de 2018.

Reforma aumenta número de pobres
A proposta de reforma da Previdência originalmente apresentada pelo atual governo, atualmente parada na Câmara, faria aumentar em 18% o número de pobres no país, segundo estudo divulgado pelo Ipea. O texto original afetaria direta ou indiretamente 21% dos brasileiros, enquanto o projeto atual alcançaria 10%. A reforma foi suspensa devido à intervenção no Rio.

Atrasados na revisão
O segurado que pede uma revisão ao INSS ou recorre de uma negativa também tem direito de receber os atrasados. No caso da revisão, a grana paga é a diferença entre o valor do benefício que recebe e o que deveria receber, multiplicada pelos meses de espera. Para as revisões, os atrasados são pagos com um limite de ate cinco anos antes do pedido. Nesses casos, a bolada acumulada também cai diretamente na conta do segurado.

Não se pode matar o idoso
O presidente eleito fez duras críticas à atual reforma da Previdência. Segundo ele, a proposta atual não está sendo justa. Não se pode querer salvar o Brasil matando o idoso. Não é possível aprovar a reforma da Previdência neste ano. Não há clima no Congresso. A principal mudança proposta pela reforma é o fim das aposentadorias por tempo de contribuição. Pelo projeto, os trabalhadores precisariam atingir uma idade mínima para poder se aposentar.

Resistência
O governo Temer não conseguiu apoio suficiente na Câmara para mudar a Constituição e criar uma idade mínima para as aposentadorias. Líderes partidários avaliam que é improvável que a reforma avance no Congresso ainda neste governo. Muitos congressistas não conseguiram se reeleger e não vão querer ficar marcados por terem aprovado mais uma reforma.






sábado, 24 de novembro de 2018


Plantando qualificação
A Hiper, startup de Brusque que atua com soluções de gestão para pequenos varejistas, decidiu fazer sua parte para tentar contornar um problema crônico no mercado de tecnologia: a formação de mão de obra para o setor. Acaba de lançar o Sementes, iniciativa que vai qualificar jovens dispostos a aprender e entrar no mercado de trabalho. Eles serão recrutados como aprendizes e estagiários para agirem em diferentes áreas dentro da empresa.

Engenharia têxtil
O campus da UFSC de Blumenau ganhará um mestrado em engenharia têxtil. As aulas terão início no ano que vem.

Pontos turísticos
A FIP, em parceria com o Vale dos Teares Convention realizou na última semana a apresentação do programa “Conheça Nossa Região”, uma das etapas do projeto de profissionalização do turismo na região. A direção da empresa apresentou uma espécie de diagnóstico de alguns pontos turísticos de Brusque, que foram avaliados por grupos de colaboradores do shopping. A ideia da parceria entre a FIP e o Convention é que todos os funcionários tenham conhecimento sobre o turismo de Brusque, Guabiruba, Botuverá e Nova Trento e possam atuar como guias turísticos, auxiliando e incentivando os turistas que frequentam o shopping diariamente a permanecerem por mais tempo na região.

Temporada de verão
A próxima temporada de verão deve aquecer, de novo, a economia catarinense, especialmente no litoral. O atual ministro do Turismo, o catarinense Vinicius Lummertz, estima que o setor vai movimentar no período de dezembro a fevereiro no Estado mais de R$ 10 bilhões, algo semelhante ao estimado para a temporada passada por um estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) encomendado pelo ministério (Mtur).

Exportação de aves
As autoridades sanitárias do México habilitaram 26 frigoríficos brasileiros para exportarem carne de frango ao país. Nesse grupo estão unidades catarinenses das agroindústrias BRF, Seara e Aurora. A informação foi divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Costa Rica Malhas
A empresa Costa Rica Malhas e Confecções acaba de inaugurar a quarta unidade fabril em Canelinha (SC). O investimento é de R$ 120 milhões e vai gerar 400 empregos diretos quando estiver em plena atividade. Essa fábrica é a segunda da empresa em Santa Catarina. A primeira abriu em Nova Trento em 2013. O investimento é da família Sanchez.

Confiança na indústria
O Índice de Confiança dos Empresários da Indústria de SC (Icei) registrou expressiva alta de 12,1 pontos entre outubro e novembro, passando a registrar 66,6 pontos. Esse resultado é o maior da série histórica mensal, iniciada em 2010. A expressiva alta do Icei no mês foi impulsionado, especialmente, pelo indicador de expectativas do empresário. Dos componentes do Icei, os empresários catarinenses percebem que há uma melhora no indicador de condições atuais, cujo indicador foi de 56,1 pontos, uma alta de 7,5 pontos em relação a outubro. O índice de expectativas aumentou 14,2 pontos, demonstrando o otimismo dos empresários para os próximos meses.

Não faltam médicos
Segundo o deputado Serafim Venzon, que também é medico, não faltam médicos para substituir os cubanos no Brasil. O parlamentar afirma que o número de médicos no Brasil aumentou 23% em sete anos. Atualmente, o país tem 451,7 mil médicos e a estimativa é de ter meio milhão em 2020. O governo federal precisa criar atrativos para que os médicos brasileiros fiquem no interior dos Estados e também usar a prova Revalida, inclusive para médicos cubanos, que pretendam continuar no país, afirma o deputado.

Potássio
Um grupo de alunos do Ensino Médio Técnico Integrado em Química do Campus Jaraguá do Sul fez uma descoberta: não é a banana a toda poderosa em potássio, que entre outros efeitos combate as cãibras dos atletas, e sim, o abacate. E com uma concentração duas vezes maior.

Corte de despesas
O novo governo federal terá de cortar R$ 37 bilhões em despesas por ano até o fim do mandato para não descumprir a lei do teto de gastos, que proíbe que eles cresçam em ritmo superior à inflação. Em quatro anos, será necessário reduzir em R$ 148 bilhões as despesas primárias, que excluem o pagamento com juros, o equivalente a um corte anual de 0,5 ponto porcentual de PIB. Os números foram discutidos pela equipe econômica atual com o time do governo que assume em janeiro, que prometeu cortar despesas para zerar o déficit das contas públicas sem aumento de impostos.

Cenário favorável ao comércio
Com a chegada do fim do ano, o comércio se anima, seja pelas festividades ou fatores como o pagamento do 13º salário, que deve aportar mais de R$ 200 bilhões na economia brasileira em 2018, segundo o Dieese. A contratação de temporários em muitos segmentos também impulsiona o consumo, dando mais incremento nos já positivos índices de crescimento do varejo avaliados até novembro pelo Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV). Se o negócio não conseguir aproveitar plenamente este momento, deve lembrar que há uma boa expectativa para a economia brasileira em 2019. Por isso, vale buscar apoio para se adequar ao novo cenário que vem por aí.

Geração de empregos
O Brasil gerou 57,7 mil novos empregos no mês de outubro, somando 790 mil novas contratações para este ano. O comércio com 34,1 mil e serviços com 28,7 mil foram os principais setores que geraram novas oportunidades de trabalho. Santa Catarina foi mais uma vez muito bem: gerou 9,7 mil novos empregos em outubro e soma 54,8 mil no período de 10 meses. Foram destaques em SC no mês: Joinville (+1.431), Blumenau (+498), Balneário Camboriú (+395), Florianópolis (+379) e Brusque (+312). As cidades que mais demitiram no mês foram São José (-121), Mafra (-96) e Navegantes (-35). No acumulado de 2018 os destaques estão com Joinville (+9.081), Blumenau (+4.031), Brusque (+3.405), Chapecó (+2.482) e Jaraguá do Sul (+2.247). Os números negativos no ano estão com Balneário Camboriú (-943), Florianópolis (-453) e Fraiburgo (-192).

Pedido negado
O juiz Clayton César Wandscheer, da 2ª Vara Cível de Blumenau, negou pedido e não autorizou que Frederico Kuehnrich Neto retornasse ao cargo de diretor-presidente da Teka. O empresário está afastado das funções desde agosto, por decisão judicial. O magistrado reiterou ainda que a decisão vale, inclusive, para as outras empresas que formam o Grupo Teka. A situação é delicada na tradicional empresa têxtil de Blumenau. Em recuperação judicial desde 2012, a Teka enfrenta dificuldades financeiras. Em julho do ano passado, a Justiça determinou o afastamento de membros dos conselhos fiscal e administrativo da companhia. Em setembro, uma nova gestora judicial foi nomeada para tentar impedir a falência.

Dohler
 A companhia têxtil Dohler, com sede em Joinville, teve receitas líquidas no período de nove meses (janeiro a setembro) deste ano no montante de R$ 356,5 milhões, contra R$ 334,3 milhões em igual período do ano passado. A empresa teve lucro líquido de R$ 43,1 milhões. Em 2017, no mesmo período, teve lucro de R$ 22,5 milhões. O Patrimônio Líquido (Capital Social e Reservas) em 30 de setembro soma R$ 576 milhões.

Expansão
A multinacional brasileira com sede em Jaraguá do Sul, a Duas Rodas, inaugurou novas instalações da sua fábrica em Medellin, na Colômbia. Com o investimento, vai dobrar a capacidade de produção da unidade, que hoje fabrica aromas líquidos e em pó, frutas em pó, corantes e misturas em pó para frigoríficos. Após a ampliação, também lançará na planta colombiana uma linha de emulsões para bebidas. A companhia tem 93 anos de mercado e é especializada no desenvolvimento de aromas, extratos e desidratados, condimentos, aditivos e ingredientes para sorvetes e confeitaria.

Expectativa
A estreia da rota aérea Chile-Florianópolis fez crescer o olho no setor turístico de Balneário Camboriú. Os voos serão operados pelas companhias Sky e TAM, que farão linhas diretas. Um levantamento da Secretaria de Turismo junto aos 40 operadores que atuam no mercado chileno estima que o aumento no número de turistas do Chile na cidade será de mais de 30%.

Engenharia Agronômica
O Instituto Federal Catarinense (IFC), em Camboriú, terá curso superior de Engenharia Agronômica, público e gratuito. A previsão é de que o curso seja implantado até 2020. A proposta já passou por audiência pública, com representantes do município e do Estado, e foi aprovado. A ideia é de que seja um curso integral, com cinco anos de duração e 40 vagas anuais para novos alunos.

Impacto na inflação
O aumento nos preços dos alimentos, os reajustes na tarifa de energia elétrica e o preço do gás de cozinha nos últimos meses, penalizaram os brasileiros mais pobres, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O indicador de Inflação por Faixa de Renda mostra que as famílias com remuneração mais baixa são impactadas com força pela inflação, que em outubro cresceu 0,49%. No mesmo período, o custo de vida subiu 0,42% para as famílias de renda mensal acima de R$ 9 mil. O IPCA de outubro ficou em 0,45%.

Estatísticas da riqueza
Informação positiva vem da divulgação do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCr-SC), que é calculado pelo Banco Central e é considerado uma prévia do PIB. O indicador avançou 0,21% de agosto para setembro deste ano. No Brasil, houve recuo de 0,09% nesse comparativo. No ano, a atividade econômica de Santa Catarina cresceu 2,7% contra 1,2% observado no Brasil. SC aparece como segundo Estado brasileiro com melhor resultado. A produção industrial cresceu 4,1% até setembro. O Estado ampliou as exportações e registrou alta de 14,5% em outubro, tendo o crescimento puxado, principalmente, pelo aumento das vendas para a China, com destaque para o embarque de carne suína. A confiança industrial catarinense alcançou 54,5 pontos em outubro, registrando leve alta na comparação com setembro (53,7).

Oktoberfest
O superávit, aquilo que sobra depois de contabilizadas as receitas e despesas, de R$ 4,81 milhões da Oktoberfest deste ano, representa aumento de 13,2% frente a 2017 e é mais de quatro vezes superior ao registrado na edição de 2013, a primeira sob gestão do atual secretário. Ele e sua equipe da Vila Germânica já haviam mais que dobrado o resultado na comparação com 2012. Este ano, o público foi de 592,2 mil (+4,2%), o chope (em litros) 623,6 mil ou 1,55 milhão de copos e o patrocínio de R$ 2,5 milhões. A receita total da festa foi de R$ 15,0 milhões e as despesas R$ 10,2 milhões.

Fenarreco
Divulgado o resultado da Fenarreco, em Brusque, deste ano: receitas R$ 1,02 milhão e despesas de R$ 1,17 milhão. Déficit de R$ 152 mil.

Insolvência
O relatório do Tesouro Nacional revela que 16 Estados estão em situação de insolvência pelo comprometimento da receita líquida com a folha de salário dos servidores. Santa Catarina está entre eles com 61% da arrecadação destinada à folha de pagamento, juntamente com o Paraná. O estado mais endividado é o Rio Grande do Norte, com 86%, seguido do Rio de Janeiro com 81%, Minas Gerais com 79% e Rio Grande do Sul com 78%. A melhor situação registra-se em São Paulo, com 54%.

Entrave à competitividade
O sistema legal e tributário do Estado foi um dos oito macrotemas mais mal avaliados pelos empresários na Carta do Comércio elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio). O quesito recebeu a pontuação 8,19, em uma escala de 1 a 10, sendo 10 a pior nota, atrás apenas da infraestrutura. A quantidade e a complexidade de documentos e procedimentos envolvidos no atendimento das obrigações acessórias (nota 8,36) estavam entre os principais entraves para a competitividade. Já o tempo nos processos na Jucesc (nota 6,98) recebeu a melhor nota entre os seis itens avaliados.

Olho em 2019
A Associação Visite Pomerode, entidade que reúne o trade turístico da cidade mais alemã do Brasil, já se movimenta para os eventos do próximo ano. A previsão é de que a Osterfest, entre março e abril, e o Festival Gastronômico, em julho, atraiam, juntos, mais de 175 mil pessoas.

Porto cheio
O Porto de Itajaí chegou a 320 mil contêineres movimentados em outubro no acumulado do ano, um aumento de 83% em relação ao mesmo período de 2017. A ocupação da retroárea com contêineres torna visível o crescimento. Subiu de uma média de 50% para 80% e chegou nas últimas semanas a 110%. A expectativa é pela conclusão das obras do berço 4, que deverão abrir mais espaço para as cargas.

Sem feriadão
Os servidores públicos estaduais do Executivo não terão este ano o tradicional feriadão de fim de ano entre Natal e Ano Novo. Decreto do governador fixou ponto facultativo apenas nos dias 24 e 31 de dezembro. Está cancelado o feriadão tradicional dos últimos anos. A justificativa: deixar o governo funcionando para receber recursos do Profis das empresas em dívida com o Estado.

Menos vereadores
Começou por Chapecó um movimento, que está nos seus primeiros passos e que merece atenção. A proposta, levada ao prefeito municipal, embutida numa lista de várias outras, é que ele tome a iniciativa pela mudança na lei orgânica local e que permita a redução do número de vereadores e, paralelamente, a diminuição, também, do duodécimo, o repasse constitucional e obrigatório para manutenção do Legislativo. Faça-se uma pesquisa e se concluirá o óbvio em praticamente todo lugar: esse poder, no âmbito municipal, tem muito mais repulsa que simpatia da população, porque virou cabide de emprego, antros de corrupção e casas de ineficiência. Com honrosas exceções.

Estante Jurídica (www.diegolicaldeira.blogspot.com)
Vanessa Diegoli Caldeira - (66) 3532-7824 – Sinop (MT)

Veja se vale a pena
O benefício por tempo de contribuição é indicado para quem começou a trabalhar cedo e não ficou muitos períodos sem pagar o INSS. Uma das vantagens é não exigir idade mínima, apenas o tempo mínimo de contribuição de 30 anos (mulheres) e 35 anos (homens). Como muitos se aposentam na faixa dos 50 anos, porém, esse benefício está na mira da reforma da Previdência. Os trabalhadores que mais levam vantagem são os que atingem as condições para se aposentar com a fórmula 85/95, que dá benefícios sem redutor. Já os que se aposentam mais jovens têm o desconto do fator previdenciário.

Chance de ter aposentadoria automática
O INSS começou a liberar aposentadorias por contribuição de forma automática em maio. Até o final de outubro, 175 mil concessões de benefício foram realizadas, mas apenas 2 mil se deram sem a necessidade do comparecimento do beneficiário a uma das agências da Previdência. A aposentadoria por tempo de contribuição não requer idade mínima para ser concedida, mas exige a comprovação de um período de recolhimento ao INSS (35 anos para homens e 30 para mulheres). É aí que mora o problema: o cadastro de muitos trabalhadores na Previdência está incompleto. É necessário manter o Cnis atualizado.

Rombo da Previdência
As dívidas com o INSS quase triplicaram entre 2008 e 2018, passando de R$ 175 bilhões para mais de R$ 476 bilhões, um salto de 172%. Entre os devedores, aparecem empresas públicas e privadas, bancos, fundações, governos estaduais e prefeituras. Os dados fazem parte da Dívida Ativa da União, administrada pela PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional). O órgão jurídico do Ministério da Fazenda passou a cobrar essas dívidas a partir de 2008. Os quase 477 bilhões devidos à Previdência, a PGFN estima que R$ 190 bilhões ainda possam ser recuperados. É importante o governo tomar medidas para recuperar esses recursos devidos, mas parte significativa das empresas devedoras está falida ou envolvida em imbróglios judiciais, o que torna a cobrança mais difícil. É o caso de companhias como Varig, Vasp e TV Manchete.

Saiba acompanhar
Os trabalhadores podem esperar mais de três meses para conseguir se aposentar. Enquanto o benefício não sai, é possível acompanhar o pedido pelo site do INSS ou pelo telefone 135, logo no início, o sistema poderá informar que o caso está “em análise”. Mesmo assim, é bom ficar atento para não perder tempo. Se faltar algum documento, o trabalhador poderá correr atrás da papelada, em vez de só tomar providências após receber a carta do INSS. Na consulta, será preciso fornecer dados pessoais e o número do benefício, gerado no agendamento. Se a aposentadoria for negada, aparecerá “indeferida” e o sistema indicará o motivo. A ligação só é gratuita de telefones fixos.

Documentos mais difíceis
Os principais documentos usados para comprovar tempo de contribuição ao INSS, como carteiras profissionais ou guias de recolhimento, nem sempre estão à mão ou são suficientes. As informações profissionais que dão mais trabalho para serem encontradas são as mais antigas, referentes a períodos trabalhados que não constam no Cnis (cadastro do INSS) nem na carteira de trabalho. Geralmente, essa papelada pode estar nas empresas por onde o segurado passou. O problema é que, por vezes, as firmas já nem existem mais. Existem meios como conseguir ficha de registro em empresa fechada, extrato analítico do FGTS, formulários, laudos e certidão de aluno-aprendiz.

Melhores revisões
Os aposentados do INSS podem ter mais chance de sucesso na revisão se escolherem o pedido conforme o tipo de aposentadoria que recebem. Quem se aposentou por idade pode aumentar o valor do pagamento do INSS se conseguir comprovar mais tempo de contribuição. Já quem recebe benefício por tempo de contribuição tem duas revisões mais vantajosas: a que concede aposentadoria integral pelo 85/95 e a que garante inclusão de tempo especial. No caso de quem trabalhou exposto a agentes nocivos à saúde, a apresentação de laudos ajuda.

Devolução da grana
Aposentados que conseguiram a troca do benefício por meio de ações judiciais estão sendo cobrados pelo INSS a devolver os valores recebidos. A informação foi confirmada pelo governo, que não revela quantos beneficiários serão acionados para devolver valores. Há aposentados sendo cobrados por carta. Isso começou a ocorrer após o Supremo derrubar de vez o direito à troca de benefício para o aposentado que continuou trabalhando. Porém, os ministros do STF não decidiram se quem já ganhou a troca precisa, de fato, devolver a grana. Por isso, advogados defendem que a cobrança feita pelo INSS é inválida.

Grana da aposentadoria ficará no banco
O modelo de Previdência planejado pela equipe do novo governo, prevê a permissão para que bancos, seguradoras e até fundos de pensão administrem a poupança dos trabalhadores que optarem pelo novo regime de aposentadoria. Só os novos trabalhadores poderão escolher entre o modelo novo, chamado capitalização, e o antigo. Quem já trabalha fica como está. A poupança feita pelo cidadão para sua aposentadoria individual seria obrigatória e acessada em caso de desemprego ou, de uma só vez, na velhice. No sistema atual, a contribuição ao INSS de cada trabalhador entra em uma conta geral do governo e ajuda a bancar todas as aposentadorias.

Escapando da reforma da Previdência
Em uma corrida para escapar da reforma da Previdência, 775 mil segurados pediram aposentadoria por tempo de contribuição no primeiro semestre deste ano. O número é 40% maior do que as 554 mil solicitações dos primeiros meses de 2017, antes da proposta de reforma ter sido enviada ao Congresso. O presidente eleito tem dito que a mudança nas regras é prioridade. Os trabalhadores, porém, não precisam correr. Quem já cumpre as exigências para se aposentar tem o chamado direito adquirido, ou seja, não pode ser prejudicado pela reforma. Nesses casos, antecipar o pedido ao INSS pode reduzir, sem necessidade, o valor do benefício.

Pedido de aposentadoria na Justiça
A demora do INSS em liberar a aposentadoria pedida leva trabalhadores a buscarem a Justiça. Dos 685 mil benefícios pendentes de análise em todo o país, 324 mil (47%) esperam por respostas por mais de 45 dias, tempo determinado por lei. Para tentar destravar essas análises, advogados previdenciários estão recorrendo a mandados de segurança na Justiça Federal para tentar obrigar o órgão a apresentar a resposta ao segurado, seja ela positiva ou negativa. Antes de entrar com ação, porém, é importante que o segurado faça o registro da reclamação na Ouvidoria do INSS. Isso contará pontos na Justiça.

Aposentadoria por idade
Brasileiros que ficaram muitos períodos sem pagar contribuições ao INSS podem ganhar a aposentadoria por idade. Nesse tipo de benefício, são exigidos 15 anos de contribuição de homens e mulheres. A idade mínima é de 65 anos, para homens, e de 60, para mulheres. Um segurado com média salarial de R$ 3 mil e 15 anos de pagamentos ganhará um benefício de R4 2.550, por exemplo. É possível receber o benefício integral com 30 anos de contribuição. Esse tipo de aposentadoria é a que tem o maior número de beneficiários no país. Em setembro, havia 10,7 milhões de benefícios ativos, ou seja, 53% das aposentadorias. Segurados mais velhos podem se aposentar com menos tempo.

Novos mercados de trabalho
Com a crescente popularização dos MASCs (Métodos Adequados de Solução de Conflitos), o campo de atuação para advogados e outros profissionais que trabalham na área tem aumentado cada vez mais. Negociação, conciliação, mediação e arbitragem ampliam o mercado de trabalho de diversas formas, ao contrário do que muitos ainda receiam. Apesar de os MASCs já serem bastante consolidados no Brasil e em Santa Catarina, ainda há resistência de utilizar os métodos tanto por clientes quanto pelos próprios advogados. Com o tempo, clientes que já sofreram muito com a demora do Poder Judiciário começaram a ver como os MASCs funcionam e que valem a pena. Eles percebem a celeridade, a segurança jurídica, a economia e o sigilo. Outra questão é a possibilidade de advogar e também trabalhar como árbitro, conciliador ou mediador. Uma atividade não impede a outra e, por isso, acaba sendo outra forma de renda para o advogado, com flexibilidade de carga horária. É uma nova visão da própria profissão em um campo já extremamente consolidado.






sábado, 17 de novembro de 2018

ECONOMIA & NEGÓCIOS


Hora e vez do Mercado de Capitais
O controle da inflação dentro da meta de 4,5% ao ano, definida pelo Banco Central para 2018, e a manutenção da taxa básica de juros Selic no piso histórico de 6,5% ao ano criaram o ambiente ideal para o avanço do mercado de capitais no Brasil. Com o momento favorável, esta vertente tem se consolidado com uma opção para investidores brasileiros, que estão sofisticando seu comportamento em relação às aplicações, procurando maior rentabilidade diversificação da carteira. Por outro lado, as empresas estão descobrindo no mercado de capitais uma fonte poderosa para financiar projetos, em um cenário onde todos podem sair ganhando. A Bolsa de Valores no mês passado (outubro) teve ganhos acima de 10%. Ações, como do Bradesco PN, ultrapassaram 20% de ganhos. O Ibovespa deve ultrapassar os 90 mil pontos ainda neste ano.

Mais otimismo para 2019 (1)
Depois de cinco anos de muito aperto, as expectativas para 2019 mostram um pouco mais de otimismo com a economia. As previsões para o crescimento da renda brasileira (ou Produto Interno Bruto, como dizem os especialistas) estão em torno de 2,5%. Não se trata de nenhuma maravilha, mas é a maior taxa desde 2013. Basta lembrar, neste ano, o aumento deve ficar só um pouco acima de 1% de 2017. Isso para nem falar do empobrecimento geral em 2015 e 2016. A vitória de Bolsonaro na eleição presidencial está contribuindo para melhorar o clima do mercado. Pessoas sérias e competentes estão sendo escolhidas para a equipe econômica do próximo governo. A inflação está baixa e os juros nos bancos tendem a cair. O dólar se acalmou. Tudo isso encoraja investimentos e contratações, pelo menos na teoria.

Mais otimismo para 2019 (2)
Na prática, tudo vai depender da capacidade do futuro presidente de consertar as contas do governo. Para isso, ele vai ter de conter a alta de gastos com aposentadorias, principalmente, e salários. Se não conseguir, vai faltar grana para todo o resto, e a confiança no país periga ir para o ralo de novo. A economia só cresce para valor quando as empresas acreditam no futuro e gastam com novas fábricas, máquinas e funcionários. O governo ajuda quando controla seu Orçamento e não cobra impostos demais. A melhora esperada para 2019 não basta para tirar o país do buraco. O que o Brasil não tem conseguido é engatar uma sequência de anos de progresso.

Produtividade
A produtividade industrial cresceu 4,2% no terceiro trimestre, compensando as perdas de 3,4% registradas no trimestre anterior por causa da greve dos caminhoneiros. A informação consta do estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

HSBC planeja retornar
O banco HSBC está planejando voltar ao Brasil, três anos depois de vender a maior parte de suas operações no país, porque seu novo presidente-executivo, tem como objetivo recolocar o maior banco europeu em “modo de crescimento”. Os executivos do banco estão discutindo suas operações em São Paulo, a fim de reconquistar clientes empresariais brasileiros. Muitos deles foram perdidos quando o HSBC cortou suas conexões com o mercado do país em 2015.

Temer em Balneário
O presidente Temer virá a SC em dezembro para inauguração do Centro de Eventos de Balneário Camboriú. A informação foi trazida pelo ministro da Secretaria de Governo, que fez uma nova vistoria nas obras acompanhado do ministro do Turismo e acertou detalhes sobre a inauguração. A expectativa do governo é entregar a obra física a partir de 15 de dezembro.

Artesanais
Levantamento feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento indica que as marcas de cervejas artesanais cresceram 130% nos últimos cinco anos. Com mais de 170 mil rótulos, o setor avançou 23% entre janeiro e setembro desse ano e já projeta ultrapassar o marco de mil empresas.

Celesc investirá no Vale do Itajaí
Nos próximos cinco anos, a Celesc vai investir R$ 233 milhões em melhorias do sistema de energia do Vale e do Litoral Norte. Os recursos serão aportados na construção de quatro novas subestações, ampliação de outras seis e na viabilização de quatro novas linhas de distribuição. Além disso, parte da verba irá para instalações de equipamentos como religadores, reguladores de tensão, banco de capacitores e medidores de energia. O pacote abrange dez municípios da região, incluindo Brusque, que receberá nova subestação (SE) na tensão de 138/23kv e capacidade instalada de 26,67 MVA (obra já iniciada) e uma linha de distribuição (LD), na tensão de 138kv e com 0,01 km de extensão.  

Insegurança jurídica
Empresas do setor atacadista de autopeças instaladas em Santa Catarina com incentivos dados pelo governo poderão se transferir para outros Estados. O decreto 1.711 assinado pelo atual governador, muda as regras vigentes e exige o recolhimento integral do ICMS até o dia 31 de dezembro, do estoque de peças existentes nessas organizações. Denúncia contra a insegurança jurídica foi feita na Assembleia Legislativa e o secretário da Fazenda prometeu estudar a revogação do ato.

Turismo qualificado
O município de Gramado, na Serra gaúcha, deverá receber este ano mais de 8 milhões de turistas nacionais e estrangeiros. Continua sendo o melhor exemplo do turismo de qualidade, profissional, comunitário do Brasil. O deputado Leonel Pavan retornou impressionado de lá, onde proferiu palestra na Feira de Turismo. Tudo bonito, super-decorado, organizado e limpo. Não viu um só craqueiro.

Sem aval
O Estado de Santa Catarina perdeu a capacidade de conseguir financiamento com aval do governo federal. É o que mostra o Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais, publicado pelo Tesouro Nacional. Para se habilitar a obter o aval da União, os Estados precisam receber nota A ou B. Em 2017, Santa Catarina ultrapassou o limite dos 60% com despesas com pessoal.

Traição
O contribuinte catarinense que cumpre com seus deveres novamente faz o papel de otário. Duas medidas provisórias do governo estadual criam um novo programa de recuperação fiscal (Refis) relacionados a impostos sobre herança (ITMCD) e ICMS. Se cumprissem o que manda a lei, o caixa do Estado não teria que abrir mão de R$ 170 milhões, que é o custo do benefício. É um insulto ao bom pagador.

Investimentos
Os títulos de renda fixa apresentaram a melhor rentabilidade média do ano no mês de outubro, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capital). O indicador IMA-geral encerrou o ano em 7,9%, com ganhos de 3,5%.

Fazendo as contas
Segundo a Planejar (Associação Brasileira dos Planejadores Financeiros), os consumidores inadimplentes devem aproveitar o 13º salário para quitar dívidas mais altas, como cartão de crédito e cheque especial. Tão importante quanto quitar as dívidas, é colocar o orçamento da família no papel para saber quais compromissos financeiros é possível assumir. Para quem não tem contas em atraso, o 13º pode ser investido.

Menor desemprego
Santa Catarina continua com a menor taxa de desemprego do país, com 6,2%. Mato Grosso (6,7%) e Mato Grosso do Sul (7,2%) também estão no pódio. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, que também apontam que SC tem o menor percentual de trabalhadores sem carteira assinada: 11,6%. No terceiro trimestre de 2018, o número de empregados no setor privado sem carteira assinada cresceu 4,7% em relação ao trimestre anterior, um incremento de 522 mil pessoas. Frente a julho-setembro de 2017, esse aumento foi de 5,59% (601 mil pessoas). O mesmo levantamento referente ao terceiro trimestre de 2018 mostra que a taxa de desemprego no Brasil foi de 11,9%. Em 21 das 27 unidades da Federação, a taxa de desocupação permaneceu estável em relação ao segundo trimestre deste ano. O único Estado com alta foi Roraima de 11,2% para 13,5%.

Brasileiros voltam a comprar carros
Consumidores que conseguiram manter emprego e renda durante o período mais duro da crise voltaram a comprar carro nos últimos meses, reflexo de alguma recuperação de confiança após primeiros sinais da retomada econômica. Essa é a explicação de executivos da área de crédito a veículos de grandes bancos brasileiros para o crescimento nos financiamentos do segmento, que ajuda a alavancar as vendas no ano. Montadoras relatam otimismo com o resultado de 2018, mesmo após paralisação dos caminhoneiros, Copa do Mundo e eleições. Segundo dados do Banco Central, a carteira de veículos cresceu 12% em setembro quando comparada com igual mês de 2017. Os dados aparecem também nos resultados dos bancos no terceiro trimestre.

Pronegócio
As negociações realizadas durante a 47ª Pronegócio Outono/Inverno 2019 resultaram em mais de 300 mil peças vendidas. O evento promovido pela AmpeBr (Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque e Região), atraiu lojistas de todo o Brasil entre os dias 12 e 15 de novembro, em Brusque. Apesar de o comércio em geral enfrentar dificuldades nos últimos anos, a AmpeBr está sempre se reinventando para garantir sucesso da Pronegócio. Nesta edição foram 100 empresas fornecedoras e 180 empresas compradoras, que totalizaram mais de 400 compradores. Os trabalhos da AmpeBr agora se voltam para a organização da 48º Pronegócio, que acontece de 14 a 18 de janeiro de 2019 e contará com as coleções do Alto Inverno 2019. O evento volta a acontecer no Pavilhão Municipal de Eventos, já totalmente recuperado.

Idosos sustentam a casa
A grande maioria dos idosos no Brasil (91%), contribuem com o orçamento da casa em que moram, segundo pesquisa do SPC Brasil com a Confederação dos Lojistas (CNDL). Além disso, 43% dos brasileiros acima de 60 anos são os principais responsáveis pelo pagamento de contas e despesas da casa. O percentual chega a 53% entre os homens. Não é só a crise econômica, mas também uma mudança demográfica e comportamental dessa população.

Atividade econômica
A economia brasileira registrou crescimento de 1,74% no terceiro trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior, segundo o IPC-BR (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), medido pelo BC. Em comparação com 2017, o crescimento foi de 1,72%. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade da indústria, comércio e serviços, agropecuária e volume de impostos. O índice é usado pelo BC na decisão sobre a Selic, a taxa básica de juros.

17 anos
A Câmara de Mediação e Arbitragem de Brusque (CMABQ) está comemorando neste dia 20 de novembro, 17 anos de existência. Foram milhares de procedimentos (processos) resolvidos, a grande maioria pela Mediação. Nenhuma sentença arbitral anulada, neste período pelo Poder Judiciário. Isso mostra a seriedade da entidade. As pendências das empresas com valores, e também de pessoas físicas, podem ser trazidas para a Mediação e Arbitragem. É a aplicação da Lei Federal 9307/96, com as alterações pela lei 13.129/2015, mais o Marco da Mediação pela lei 13.140/2015 solucionando os litígios fora do Poder Judiciário, como acontece na maioria dos países mais adiantados como EUA, Alemanha, Japão, Itália, Espanha, Canadá, Chile, entre tantos outros. A Câmara de Mediação e Arbitragem de Brusque é filiada à CBMAE (Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem Empresarial), CONIMA (Conselho Nacional das Instituições de Mediação e Arbitragem), FECEMA (Federação Catarinense das Entidades de Mediação e Arbitragem) e ainda à ACIBR e CDL em Brusque.

Maiores do Sul
No total, Santa Catarina classificou 121 empresas entre as 500 maiores do Sul. Oito a menos que na edição anterior do ranking. Entre as empresas que deixaram a lista, segundo a publicação, estão a Círculo, de Gaspar, e a Univali. Apesar disso, o Estado emplacou quatro representantes no top 10. Mesmo em número reduzido, as empresas catarinenses apresentaram níveis de endividamento menores e margens de rentabilidade e liquidez superiores em comparação com as companhias paranaenses e gaúchas.

Ações contra o JEC
Falta de pagamentos aos atletas do Joinville nesta temporada está causando um sério prejuízo ao clube. Diariamente, surgem ações judiciais de jogadores que passaram pelo clube nesta temporada e não tiveram todos os seus compromissos honrados. O JEC precisa discutir seriamente este problema. Não há como manter o clube de forma viável com tantas ações judiciais, dívidas com fornecedores e diminuição de receita ano após ano. Hoje, o futuro do “tricolor” está seriamente ameaçado caso nada aconteça para estancar este problema. Neste ritmo, as dívidas só vão aumentar.

Dívidas com instituições financeiras
As dívidas com bancos, operadores de cartão de crédito, financeiras e leasing afligem metade (52%) dos brasileiros com “nome sujo” no Serviço de Proteção ao Crédito, o SPC Brasil. Em setembro, 62,6 milhões de pessoas estavam “negativadas”, equivalente à população da Itália ou pouco menos de um terço da população adulta com 20 anos ou mais. Em relação às instituições financeiras, a inadimplência equivale a 2,7% dos saldos. A maior parte do montante da inadimplência é devida aos bancos públicos (46,2%). Em segundo lugar estão as instituições privadas de capital nacional (41,2%). Em terceiro lugar, as instituições de capital estrangeiro (12,4%).

Radiação no dia a dia
Os confortos da vida conectada, com energia elétrica e satélites, radares e antenas que monitoram em tempo real toda a nossa vida, tem seu preço. Estamos imersos em uma enorme teia eletromagnética de proporções inimagináveis décadas atrás. A começar pelas torres de transmissão de energia e telefonia, que estão carregadas de radiações com efeitos duvidosos (ou perturbadores). Cientistas de diversos países constataram que o corpo humano não foi preparado para lidar com as interferências provenientes dos campos eletro-magnéticos. Tanto os celulares quanto as comunicações via wi-fi e por bluetooth utilizam ondas de comprimento muito baixo, as chamadas micro-ondas, com altas frequências. Sintomas como dores de cabeça e irritabilidade, além da pré-disposição a diversos tipos de doenças estão sendo associados à exposição excessiva à radiação. Para as crianças, o perigo é ainda maior.

Mais empregos
O Sebrae/SC divulgou dados da pesquisa Tendência Conjuntural dos Pequenos Negócios referente aos resultados do último trimestre e perspectivas dos empresários para o próximo. Para a pesquisa, foram entrevistados 400 pequenos negócios em todas as regiões do Estado, nos setores de indústria, comércio e serviço. A pesquisa realizada entre os dias 1º e 5 de outubro. Um ponto de destaque do estudo é a geração de empregos. A pesquisa apontou o melhor índice da série histórica no quesito de geração de trabalhos formais. De acordo com o estudo, há uma previsão de aumento de 2,57% de novos postos de trabalho, número impulsionado pelo setor de serviços. No terceiro trimestre, foram geradas 11,3 mil vagas nos pequenos negócios, conforme dados do Caged.

Efeito colateral
Empresários do Oeste de SC estão preocupados com a determinação do presidente eleito de mudar a sede da embaixada do Brasil em Israel da capital Tel Aviv, para Jerusalém. Temem a reação dos árabes e que centenas de milhões de toneladas de carne catarinense deixem de ser exportadas, já que se fala em boicote se a decisão for adiante.

Eletropostos
Especialistas da Agência Nacional de Energia Elétrica testaram o corredor elétrico no trecho que vai de Curitiba até Florianópolis. Ao longo dos 300 quilômetros de extensão, a Celesc, em parceria com a Fundação Certi, disponibilizou sete eletropostos. O primeiro do trecho fica em Araquari, no Norte do Estado, no posto Sinuelo. As recargas em todos os postos estão ocorrendo de forma gratuita, enquanto se implementa um módulo de negócio, ainda em estudo.

Roteiro de compras
O Conselho Municipal de Turismo de Guabiruba planeja criar um roteiro para atrair a fatia do mercado turístico de compras. A formação do roteiro ganhou força após a empresa Raízes do Brasil, contratada pelo Consórcio Intermunicipal do Médio Vale Itajaí (Cimvi) para fazer o levantamento de atrativos turísticos na cidade, identificar como potencial turístico as empresas têxteis com lojas de atendimento ao público como segmento para turismo de compras.

Intermodal
Nas articulações de 2010, quando a estrutura passou a ser prevista em lei estadual, o complexo intermodal de Araquari tinha expectativa de utilizar 27 milhões de m2 de área. Um aeroporto seria a alavanca. Como se sabe, a proposta ficou no papel. No recente decreto de declaração de utilidade pública de áreas da zona rural de interesse aeroportuário, a restrição para mineração é um polígono de 8,4 milhões de m2. Segundo admite o atual prefeito do município, a implantação do complexo ainda vai levar muito tempo. É um projeto muito grande. Além do aeroporto, o complexo prevê um terminal de cargas, com conexões rodoviárias e ferroviárias.

Saúde
O Hospital Dona Helena, de Joinville, completou 102 anos de fundação no último dia 12. É uma das referências hospitalares em Santa Catarina.

Navegantes bate recorde
O Aeroporto de Navegantes fechou outubro com recorde histórico para o mês em número de passageiros. Passaram pelo terminal 174,5 mil pessoas, 11% a mais do que no mesmo período do ano passado. O mês é um dos que tem mais movimentação no aeroporto, especialmente devido as festas de outubro. As festas de outubro, de fato, são o principal impulsionador dos números do terminal durante o mês. Mas podem não ser o único motivo. O Beto Carrero World, por exemplo, teve aumento de 14% no número de visitantes que chegam á região por via aérea no “mês das crianças”.

Verba para aeroporto
Em Balneário Camboriú, o ministro Carlos Marun confirmou o envio de R$ 80 milhões para ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto de Navegantes. O recurso virá de nova etapa do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). A obra deverá iniciar-se no próximo ano, já no novo governo. O ministro comentou que viu de perto a situação de Navegantes e percebeu que o terminal está precisando de expansão. A ideia é que, juntos, o novo terminal e o Centro de Eventos de BC tenham a capacidade de alavancar negócios no turismo para a região.

Leite exportação
Santa Catarina comandará a chamada Aliança Láctea Sul-Brasileira, frente dos três Estados constituída para fortalecer a cadeia produtiva do leite e negociar sua exportação. Metade do leite a ser vendido no Brasil dentro de dois anos será produzido no Sul.

Mercado de pulgas
Mais de 100 expositores transformaram o Pavilhão de Eventos em Brusque em um grande antiquário: peças para carros e bicicletas antigas, coleções de cédulas e moedas, rádios, discos de vinil, brechós e objetos de arte e decoração foram algumas das opções que os visitantes encontraram. A 12ª edição do Mercado de Pulgas foi realizado nos dias 10 e 11 e a próxima edição já tem data: será dias 9 e 10 de março de 2019. Os visitantes vieram não somente de Brusque, mas das cidades da região, do Paraná, do Rio Grande do Sul. Cerca de 30% dos expositores estavam participando do evento como comerciantes pela primeira vez. Muitos jpa consideram o evento como o maior de Santa Catarina e do Sul do Brasil.

Multas milionárias
O presidente da Associação Brasileira de Logística e Transporte de Carga, o catarinense Pedro Lopes, esteve reunido com o presidente Temer, em Brasília, para tratar de negociação sobre as multas aplicadas aos caminhoneiros durante a última paralisação nacional. Relatou as conversações com a AGU e o STF. As multas são superiores a R$ 900 milhões.

Mercado de flores
O Alto Vale ganhará um importante reforço para o mercado de flores. O Senac escolheu Rio do Sul como sede da sua primeira escola de arte floral no Brasil, que terá certificação do Ministério da Educação. A estrutura já está em construção e abrirá turmas em 2019. O investimento coroa um bem sucedido trabalho de formação de profissionais para a área que vem sendo feito na cidade. A nova escola seguirá padrões internacionais. Além de técnicas de manipulação, manuseio e colheita das flores, os alunos aprenderão a fazer arranjos para diferentes eventos e situações. O mercado potencial é imenso.

Sem crise
Na contramão da turbulência da economia, o Instituto Brasileiro de Floricultura (Braflor) projeta crescimento de 7% no setor neste ano, com previsão de vendas ao consumidor final de R$ 8 bilhões. Em Santa Catarina, conforme dados da Epagri, existem 500 produtores de plantas ornamentais e flores em 115 municípios, que movimentam R$ 37 milhões por ano.

Molecagem
É de assinar embaixo a manifestação do blogueiro Cláudio Humberto: “A decisão de senadores enrolados na Justiça de aprovar o aumento bilionário do Judiciário foi uma molecagem contra as contas públicas: o País quebrado gastará até R$ 6,5 bilhões com isso só no primeiro ano”.